O radialista e personalidade da mídia britânica Piers Morgan elogiou a visão transformadora do xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e governante de Dubai, durante uma palestra na Cúpula da Mídia Árabe na quarta-feira. Em Dubai, Morgan descreveu o rápido desenvolvimento do emirado como “contagiante”, citando a construção do Burj Khalifa como um excelente exemplo de sua ambição ousada.

Morgan lembrou que, quando o Burj Khalifa estava com apenas 40% da construção concluída, o xeque Mohammed insistiu que ele se tornasse o edifício mais alto do mundo. “Esse é o nível de ambição que o resto do mundo precisa. Ser maior, melhor e mais alto em tudo o que fazemos”, disse Morgan. Seus comentários foram feitos no último dia da Cúpula, organizada pelo Dubai Press Club.
Em conversa com Mina Al-Oraibi, editora-chefe do The National, Morgan discutiu ambição, integridade jornalística e os desafios enfrentados pela mídia global. Ele abordou as controvérsias em torno de sua cobertura do conflito de Gaza, afirmando: “Não estou aqui para tomar partido, estou aqui pela ‘Verdade'”. Destacando sua entrevista viral com o comediante Bassem Youssef, que recebeu mais de 22 milhões de visualizações, Morgan observou que ela despertou uma compreensão mais ampla da dinâmica complexa da região e levou a um encontro presencial subsequente em Los Angeles.
Ele rejeitou a ideia de ser uma figura reacionária. “Mudo de opinião quando os fatos mudam. Meu trabalho não é tomar partido, é defender ‘A Verdade’; não a sua verdade ou a minha verdade, mas ‘A Verdade'”, disse ele. Morgan alertou para a crescente ameaça de desinformação, referindo-se a um caso no Reino Unido em que uma mulher foi condenada a dois anos de prisão por uma publicação em uma rede social que posteriormente apagou. “Ela se desculpou, mas está cumprindo dois anos. Isso é desconcertante. Onde traçamos o limite?”, questionou.
Morgan enfatizou que, embora a liberdade de expressão seja essencial, ela não deve ser confundida com a disseminação de falsidades. “Os fatos são sagrados. Concordem com os fatos; depois, debatam suas opiniões”, disse ele. Embora continue adepto do jornalismo impresso, Morgan reconheceu a mudança no consumo de mídia, observando que o público mais jovem acessa as notícias principalmente por meio de plataformas como TikTok e X.
Comentando sobre a evolução do papel dos jornalistas na era das mídias sociais e da inteligência artificial, ele declarou: “Que todos sejam jornalistas, mas para profissionais qualificados, a credibilidade individual é importante”. Ele também explicou sua adesão à controvérsia, chamando-a de mecanismo de engajamento. “Eu adoro controvérsia! Ela faz as pessoas me assistirem. Mas nunca com falsas promessas. Eu sou a voz do bom senso. É com isso que a maioria das pessoas se identifica.”
Morgan concluiu alertando contra a supervalorização do discurso nas mídias sociais. “Apenas 20% das pessoas estão no X, e são 8% delas que fazem barulho. Isso não representa a realidade.” Ao final da discussão, Al-Oraibi destacou o papel do jornalismo responsável na construção de sociedades informadas, enquanto Morgan reiterou que, em um mundo repleto de barulho, a verdade e a ambição continuam sendo forças essenciais para a mudança. – Por MENA Newswire News Desk.
